Fico incrédulo com o que leio, especialmente com o politicamente correcto do "não é assim que isto vai lá" e o brando costume de "isto vai melhorar".
Mas depois lembro-me que somos todos portugueses e é assim que fomos feitos. Pode não ser assim que lá vamos, mas a janela de tempo onde essa frase se encaixa está a ficar mais pequena a passos largos. E quando se fechar pergunto, então como é que lá vamos? Como costume, que nos é tão característico, vamos deixar tudo para a última hora e, depois de não conseguirmos, viramo-nos para o lado e dizemos "ninguém me avisou", continuando para a próxima vez que precisarmos de intervir, perpetuando o ciclo?
Temos de meter medo à quem está lá em cima, dar ao menos um sinal que nós é que somos os patrões, que eles precisam mais de nós do que nós precisamos deles, especialmente da corja que grasa pelas salas do nosso governo e círculos adjacentes. Nós, o povo, é que temos o poder de mudar o país e se, por enquanto, ainda pode ser que lá vá com brandos costumes eu sou um dos que acredita que só lá vai com lume forte!
Além do mais sinto-me triste por ver um país cujo nome me deixa orgulhoso ser espezinhado por um punhado de sacanas e pulhas que com dois bananos cada um e um chuto no cú se punham no lugar deles.
Faltam-nos é tomates.
Peço desculpa pelo discurso retórico que muitos de vós acharão descabido e excessivamente agressivo, apesar de, verdadeiramente, sentir nojo por termos deixado que isto chegasse aonde chegou.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
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