segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O povo de brandos costumes

Fico incrédulo com o que leio, especialmente com o politicamente correcto do "não é assim que isto vai lá" e o brando costume de "isto vai melhorar".

Mas depois lembro-me que somos todos portugueses e é assim que fomos feitos. Pode não ser assim que lá vamos, mas a janela de tempo onde essa frase se encaixa está a ficar mais pequena a passos largos. E quando se fechar pergunto, então como é que lá vamos? Como costume, que nos é tão característico, vamos deixar tudo para a última hora e, depois de não conseguirmos, viramo-nos para o lado e dizemos "ninguém me avisou", continuando para a próxima vez que precisarmos de intervir, perpetuando o ciclo?

Temos de meter medo à quem está lá em cima, dar ao menos um sinal que nós é que somos os patrões, que eles precisam mais de nós do que nós precisamos deles, especialmente da corja que grasa pelas salas do nosso governo e círculos adjacentes. Nós, o povo, é que temos o poder de mudar o país e se, por enquanto, ainda pode ser que lá vá com brandos costumes eu sou um dos que acredita que só lá vai com lume forte!

Além do mais sinto-me triste por ver um país cujo nome me deixa orgulhoso ser espezinhado por um punhado de sacanas e pulhas que com dois bananos cada um e um chuto no cú se punham no lugar deles.

Faltam-nos é tomates.

Peço desculpa pelo discurso retórico que muitos de vós acharão descabido e excessivamente agressivo, apesar de, verdadeiramente, sentir nojo por termos deixado que isto chegasse aonde chegou.

Sem comentários: